Santarém é uma cidade localizada no estado do Pará, na região norte do Brasil. Situada às margens do rio Tapajós, é conhecida por sua beleza natural e riqueza cultural. Com uma população de aproximadamente 300 mil habitantes, Santarém é uma das maiores cidades do estado.
A cidade possui uma localização estratégica, servindo como ponto de ligação entre as regiões Norte e Nordeste do país. Além disso, é um importante polo comercial, agrícola e turístico da Amazônia.
Entre os principais pontos turísticos de Santarém estão a Praia do Maracanã, com suas águas cristalinas e areias brancas, e a Floresta Nacional do Tapajós, que oferece oportunidades para ecoturismo e contato com a natureza.
Culturalmente, Santarém é rica em manifestações folclóricas, como o Festival de Parintins e o Boi-Bumbá. A gastronomia local também é destacada, com pratos típicos à base de peixes da região, como o tucunaré e o pirarucu.
Em resumo, Santarém é uma cidade encantadora que combina belezas naturais, cultura vibrante e uma atmosfera acolhedora, tornando-a um destino turístico único na Amazônia brasileira.
ESTUDOS AMAZÔNICOS – 6º ANO (1ºBI)
HISTÓRIA DO MUNICÍPIO DE SANTARÉM
Primórdios
Registros arqueológicos estimam que a presença humana na atual zona urbana de Santarém anteceda a chegada dos europeus em alguns séculos, aproximadamente no século X. Estes vestígios de elementos culturais são conhecidos como cultura arqueológica Santarém ou cultura arqueológica tapajônica.
Assim, a presença europeia na região da foz do rio Ipixuna (atual Tapajós) tem início com a expedição do espanhol Francisco de Orellana que, acompanhado de Gaspar de Carvajal e mais 50 homens, desceu o rio Amazonas, em meados de 1542, chegando às proximidades da foz do rio Ipixuna. A incursão realizada pela embarcação espanhola foi enfrentada por duas flotilhas de canoas de indígenas chefiados pelo Cacique Chipayo que saíram de um braço de rio. Apesar dos espanhóis terem sobrevivido ao ato de defesa das populações nativas, um dos companheiros de Orellana morreu em menos de 24 horas, após ser ferido por uma flecha envenenada. Francisco de Orellana continuou sua expedição, porém, afastado das terras da foz do rio.
No ano de 1626, portanto, dez anos após a fundação de Belém, Pedro Teixeira junto a Frei Cristóvão, 26 soldados e numerosos índios exploravam o Rio Amazonas, quando se depararam com a aldeia de Tupuliçus na foz do Rio Tapajós e atracaram ali, onde se localiza a contemporânea localidade de Alter do Chão. A expedição foi bem sucedida sob o olhar colonial lusitano, pois os indígenas das etnias Tapajó e Urucucu (ou Aruryucuzes) que ali viviam já haviam entrado em contato com colonizadores europeus, principalmente espanhóis que passaram por ali gerando relações comerciais que mantiveram com as povoações que encontraram no caminho.
EXERCÍCIO
1. Quais são os vestígios arqueológicos que indicam a presença humana na atual zona urbana de Santarém antes da chegada dos europeus?
2. Quem foi Francisco de Orellana e qual foi o contexto de sua expedição na região da foz do rio Ipixuna?
3. Como os indígenas reagiram à incursão de Orellana e sua tripulação na região da foz do rio Ipixuna?
4. Quem foi Pedro Teixeira e o que ele encontrou durante sua exploração do Rio Amazonas em 1626?
5. Como as relações entre os indígenas das etnias Tapajó e Urucucu (ou Aruryucuzes) e os colonizadores europeus se desenvolveram na região da foz do Rio Tapajós?
ESTUDOS AMAZÔNICOS – 6º ANO (1ºBI)
2. DA ALDEIA DOS TAPAJÓS À VILA DE SANTARÉM (1661-1758)
Posteriormente aos contatos com os exploradores europeus, coube aos jesuítas a fundação de uma aldeia com fins missionários, no lugar onde o padre Antônio Vieira esteve no primeiro semestre de 1659.
Assim, a contemporânea cidade de Santarém foi fundada então pelo padre luxemburguês João Felipe Bettendorff, vinculado à Ordem dos Jesuítas, em 22 de junho de 1661 sob o nome de "Aldeia dos Tapajós". Logo ao chegar, o religioso jesuíta construiu a primeira capela na região, chamando-a de Nossa Senhora da Conceição.[17]
Durante a implantação desse núcleo urbano, os portugueses contaram com a interlocução de uma liderança indígena do povo Tapajó chamada de Maria Moaçara, filha da índia Anna com um português e viúva do chefe dos Tapajó, chamado de Principal Roque, ela gozava de prestígio social perante seu povo, ostentando entre os habitantes locais e, também perante as autoridades coloniais, o título de Principaleza dos Tapajós.
Em 1677, o padre jesuíta português Antônio Pereira ordena a destruição do Monhangarypy, um corpo mumificado de um antepassado mítico dos povos indígenas da região que constituía o principal local religioso do povo Tapajó que ainda restava desde a chegada dos colonizadores europeus no século XVII. A Principaleza Maria Moaçara, já convertida ao cristianismo, tenta intermediar com o padre uma solução amigável que não envolvesse a destruição do sítio religioso de seu povo, porém, não consegue obter êxito.
Na condição de aldeia mais populosa do rio Amazonas no século XVII, a Aldeia dos Tapajós era um ponto do qual partiam tropas militares portuguesas para guerrear com os povos indígenas da região, como o episódio militar ocorrido em 1686, quando os colonizadores portugueses, sob o comando do capitão-mor Hilário de Souza, arregimentaram uma tropa formada por indígenas Tapajó e Aruryucuzes, sob a chefia pelo capitão Orucará, que participaram em uma guerra contra os povos indígenas Aroaquizes e Carapitenas.
Com o progresso das missões, o colonizador português Francisco da Mota Falcão iniciou a construção de uma fortaleza, a qual foi terminada por seu filho, Manoel Mota Siqueira, em 1697. Essa fortaleza tinha a forma quadrada, com baluartes nos ângulos, foi o núcleo do futuro assentamento urbano onde se encontra a sede do município. A original aldeia indígena havia sido destruída com seus moradores sendo removidos para outros locais, alguns para a missão jesuíta, outros para a escravidão.
Em 1698, diante da escravização e violência praticada pelos colonizadores portugueses, os últimos integrantes dos povos indígenas Tapajó e Urucucú que habitavam a foz do rio Tapajós são removidos forçadamente pelos religiosos para a Missão de Cumarú, missão religiosa jesuíta originalmente criada para catequizar os indígenas Arapiuns. Esta missão passa a reunir os povos Arapium, Tapajó, Comandys, Goanacuás, Marxagoaras, Apuatiás, Arapucús, Andirágoaris, entre outros.
A partir do desenvolvimento da Aldeia dos Tapajós se originaram outras povoações, destacando-se a Aldeia de Tupinambarana ou Santo Inácio, originalmente fundada em 1669 no lago Uaicurapá pelo padre jesuíta Antônio da Fonseca e que mudou sua localização em 1737 para o local que ficaria conhecido como Boim, a Aldeia de São José de Matapus em 1722 (conhecida contemporaneamente como Pinhel, no município de Itaituba), fundada pelo padre jesuíta José da Gama, que então missionava os indígenas Arapiuns, e Borary ou Ybyrayb fundada no século XVII pelo padre jesuíta Antônio Pereira e que se reuniria diversos indígenas em 1738 no local posteriormente conhecido como Alter-do-Chão).
A Aldeia dos Tapajós foi elevada à categoria de vila em 14 de março de 1758 pelo governador da Província do Grão-Pará, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, recebendo então o nome de Santarém em homenagem a cidade portuguesa do mesmo nome. No mesmo ano, a Aldeia de Borary também foi elevada à categoria de vila, porém, no século XIX, retornaria à condição de freguesia.
EXERCÍCIO 2
1. Qual foi o papel dos jesuítas na fundação da Aldeia dos Tapajós e como isso contribuiu para a formação da cidade de Santarém?
2. Quem foi Maria Moaçara e qual foi sua importância na interação entre os portugueses e os indígenas da região?
3. O que era o Monhangarypy e por que sua destruição causou conflitos entre os jesuítas e os povos indígenas?
4. Como a Aldeia dos Tapajós se tornou um ponto estratégico para as tropas militares portuguesas na região do rio Amazonas durante o século XVII?
5. Qual foi o papel de Francisco da Mota Falcão na construção da fortaleza que se tornaria o núcleo urbano de Santarém?
6. Como foi a remoção forçada dos últimos integrantes dos povos indígenas Tapajó e Urucucú da foz do rio Tapajós para a Missão de Cumarú em 1698?
7. Quais foram algumas das povoações que se originaram a partir do desenvolvimento da Aldeia dos Tapajós e quem foram os jesuítas responsáveis por sua fundação?
8. Quando e por quem a Aldeia dos Tapajós foi elevada à categoria de vila, recebendo o nome de Santarém, e qual foi o destino da Aldeia de Borary nesse contexto?
ESTUDOS AMAZÔNICOS – 6º ANO (1ºBI)
3. DA VILA AO CONTEMPORÂNEO MUNICÍPIO DE SANTARÉM (1758-HOJE)
Durante a revolução da Cabanagem, ocorrida na primeira metade do século XIX, enquanto os revolucionários cabanos tomaram a capital Belém do Pará, em 1835, na então vila de Santarém, o juiz da comarca local adotou medidas cautelares de repressão aos revoltosos. Em razão disso, os cabanos se refugiaram em um lugar chamado de Ecuipiranga, às margens do rio Amazonas, resistindo às tropas do Governo Imperial até o ano de 1837.
A então vila de Santarém foi elevada à categoria de cidade, em 24 de outubro de 1848, por decisão do governo provincial da época, quando promulgou a Lei provincial nº 145/1848.
Em 1961, o município de Santarém sofre uma perda territorial com a emancipação do distrito de Aveiro, o qual vem a constituir o atual município de Aveiro, conforme a Lei Estadual n.º 2.460, de 29 de dezembro de 1961.
Em 1995, foi a vez do distrito de Belterra se emancipar do território de Santarém para formar um município autônomo também chamado de Belterra.
Entre 1995 e 1999, ocorre uma controversa campanha de emancipação no distrito de Mojuí dos Campos. Este processo de secessão territorial enfrentou anos de disputas judiciais que se encerraria somente entre os anos de 2009 a 2011, quando o STF reconheceu o referido distrito como um município putativo, validando o plebiscito realizado em 1999 e, somente em 1 de janeiro de 2013, ocorreu a efetiva separação desse distrito com a instalação do município de Mojuí dos Campos.
EXERCÍCIO 3
1. Como o juiz da comarca de Santarém reagiu durante a Revolução da Cabanagem, ocorrida em 1835, enquanto os revolucionários cabanos tomavam a capital Belém do Pará?
2. Onde os cabanos se refugiaram após as medidas de repressão adotadas pelo juiz da comarca de Santarém durante a Revolução da Cabanagem, e por quanto tempo eles resistiram às tropas do Governo Imperial?
3. Qual foi o evento que levou à elevação da então vila de Santarém à categoria de cidade, e em que data isso ocorreu?
4. Quais foram as perdas territoriais sofridas pelo município de Santarém em 1961 e 1995, e quais novos municípios foram formados a partir dessas emancipações?
5. Descreva o processo de emancipação do distrito de Mojuí dos Campos e o desfecho desse processo até sua efetiva separação como município em 2013.
ESTUDOS AMAZÔNICOS – 6º ANO (1ºBI)
4. GEOGRAFIA
Santarém localiza-se na Mesorregião do Baixo Amazonas, na margem direita do Rio Tapajós, sendo a terceira maior cidade do estado do Pará e o principal centro socioeconômico do oeste do estado, porque oferece melhor infraestrutura econômica e social (como escolas, hospitais, universidades, estradas, portos, aeroportos, comunicações, indústria e comércio e etc) e possui um setor de serviços mais desenvolvido. Possui uma área de 22 887,080 km², sendo que 77 km² estão em perímetro urbano. Em frente à cidade o Rio Tapajós se encontra com o Rio Amazonas, formando o famoso encontro das águas, um dos principais cartões postais da cidade.
País
Municípios limítrofes
Norte: Alenquer, Monte Alegre e Óbidos
Sul: Uruará, Belterra e Mojuí dos Campos
Leste: Prainha
Oeste: Juruti
Distância até a capital
807 km
EXERCÍCIO 4
1. Quais são as principais características geográficas de Santarém, incluindo sua localização em relação ao Rio Tapajós e ao Rio Amazonas?
2. Por que Santarém é considerada o principal centro socioeconômico do oeste do estado do Pará?
3. Qual é a área total de Santarém e quantos quilômetros quadrados compõem seu perímetro urbano?
4. Descreva a importância do encontro das águas entre o Rio Tapajós e o Rio Amazonas para a cidade de Santarém.
5. Quais são os municípios limítrofes de Santarém e em qual direção cada um está localizado em relação à cidade?
ESTUDOS AMAZÔNICOS – 6º ANO (1ºBI)
5. PATRIMÔNIOS HISTÓRICOS E ARQUITETÔNICOS DE SANTARÉM-PA
Santarém do Pará, situada na majestosa região do Baixo Amazonas, é uma cidade que guarda em suas ruas e praças um rico patrimônio histórico e arquitetônico, testemunho vivo de sua trajetória secular. Ao percorrer as ruas desta encantadora cidade, os visitantes são transportados a um passado glorioso, onde a história se entrelaça com a beleza arquitetônica.
Um dos principais pontos de interesse histórico é a Catedral de Nossa Senhora da Conceição, construída no século XVIII em estilo colonial português. Sua imponente fachada barroca e seus altares ricamente ornamentados refletem a devoção religiosa e a maestria arquitetônica da época. Ao lado da catedral, encontra-se o charmoso Largo da Matriz, um espaço que respira história e cultura, sendo palco de eventos religiosos e culturais ao longo dos séculos.
Outro destaque é o Complexo Turístico da Praça Tiradentes, onde se destacam o Mercado Municipal e o Teatro Municipal Victória. O Mercado Municipal, erguido em 1935, é um verdadeiro paraíso gastronômico, onde é possível encontrar uma variedade de produtos típicos da região amazônica, desde frutas exóticas até peixes frescos. Já o Teatro Municipal Victória, inaugurado em 1889, é um exemplo magnífico da arquitetura eclética do século XIX, com sua fachada imponente e seu interior suntuoso, que já recebeu grandes espetáculos e eventos culturais.
Além desses monumentos, Santarém também abriga uma série de casarões coloniais e sobrados históricos, que remontam aos tempos áureos da borracha. Essas construções, muitas delas restauradas e preservadas, são verdadeiras relíquias arquitetônicas que contam a história da cidade e de seus antigos moradores.
Para os apreciadores da natureza, Santarém reserva também um patrimônio natural invejável, com praias fluviais de águas cristalinas e paisagens deslumbrantes ao longo do Rio Tapajós e do Rio Amazonas. A combinação única entre história, arquitetura e natureza faz de Santarém do Pará um destino imperdível para quem deseja conhecer a riqueza cultural e natural da Amazônia brasileira.
EXERCÍCIO 5
1. Qual é o principal destaque arquitetônico de Santarém do Pará mencionado no texto?
2. Descreva a importância histórica da Catedral de Nossa Senhora da Conceição.
3. O que compõe o Complexo Turístico da Praça Tiradentes em Santarém?
4. Qual é a função do Mercado Municipal dentro do Complexo Turístico da Praça Tiradentes?
5. Em que período foi inaugurado o Teatro Municipal Victória e que estilo arquitetônico ele apresenta?
6. Além dos monumentos históricos, que outro tipo de construção é destacado como parte do patrimônio arquitetônico de Santarém?
7. Por que Santarém é considerada um destino imperdível para os apreciadores da natureza?
8. Quais são as características únicas que tornam Santarém do Pará um local de grande relevância cultural e natural na região amazônica?
9. Santarém do Pará é conhecida como uma cidade que guarda em suas ruas e praças um rico _________ e ___________.
10. A Catedral de Nossa Senhora da Conceição é um exemplo de arquitetura ____________ portuguesa.
11. O Mercado Municipal de Santarém é um verdadeiro paraíso gastronômico, onde é possível encontrar uma variedade de produtos típicos da região ___________.
12. O Teatro Municipal Victória, inaugurado em 1889, é um exemplo magnífico da arquitetura __________ do século XIX.
13. Santarém do Pará é um destino imperdível para quem deseja conhecer a riqueza cultural e natural da ____________ brasileira.